sexta-feira, 21 de julho de 2017

Lula: investigações contra ele estão destruindo o País.

Estadão conteúdo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender sua inocência, na noite desta quinta-feira, 20, e desafiou os investigadores da Lava Jato a encontrarem provas concretas de atos de corrupção praticados por ele. “Eu gostaria que o Ministério Público da Lava Jato, a Polícia Federal, se tiverem alguma prova que o Lula recebeu cinco centavos, por favor, me desmoralizem”, desafiou o petista em discurso de 30 minutos durante o ato em seu apoio na Avenida Paulista, em São Paulo. “O que não pode é, para tentar me prejudicar, destruir esse País.”

Para Lula, seus adversários estão usando diferentes métodos para tirá-lo do cenário político. “Como não conseguem me vencer na política, querem me derrotar com processo. É todo dia um processo, todo dia um depoimento, um inquérito”, reclamou. “Nenhum deles é mais honesto que eu neste País.”
O ex-presidente afirmou ainda que a honestidade é um valor que aprendeu em casa e contou um episódio de sua infância. Ele disse que pensou em roubar uma maçã certa vez, mas não o fez para não envergonhar a mãe, Dona Lindu. “Se eu não tive coragem de envergonhar a minha mãe, eu não vou ter de envergonhar oito netos e agora uma bisneta.”
Para Lula, os ataques sucessivos à sua figura, ao PT e à esquerda mostram que seus inimigos estão sem saber o que fazer. “Já foram 500 tiros, (enquanto) um tiro de garrucha matou a revoada de tucanos que existia nesse país”, ironizou.

Imposto: população vai entender. diz Temer

Aumento de imposto
Para melhorar a arrecadação e cumprir a meta fiscal, governo subiu a alíquota do PIS/Cofins sobre combustíveis
O Estado de S.Paulo - Carla Araújo 

O presidente Michel Temer disse na noite desta quinta-feira, 20, ao chegar em Mendoza, na Argentina, que a decisão anunciada pelo governo de anunciar aumento de  PIS e Cofins para gasolina, diesel e etanol, está em linha com a responsabilidade fiscal e será bem compreendido pela população.
“Vocês lembram que nós abandonamos logo do começo governo a CPMF, algo que estava o horizonte de todos quando assumimos (...) mas agora levamos a efeito um pequeno aumento que diz apenas ao combustível e não diz respeito ao serviço”, afirmou. “A população vai compreender porque esse é um governo que não mente”, completou, ressaltando que é preciso dizer “exatamente o que está acontecendo”. 
Segundo o presidente, a medida não atrapalhará a retomada da economia. “Pelo contrário, isso (aumento de impostos) é o fenômeno da responsabilidade fiscal. Essa responsabilidade fiscal é que implicou neste pequeno aumento do PIs/Cofins”, destacou. 
Temer rebateu que a medida - que não precisa de aprovação do Congresso para entrar em vigor - se deu por conta da frustração da não aprovação das reformas. “O Congresso sempre colaborou conosco”, disse. Segundo ele, a decisão de aumentar o PIS/Cofins foi adotada por um critério de responsabilidade fiscal.

Aumento de imposto é suficiente, diz Meirelles

Em visita à Argentina, ministro minimizou reajuste e disse que alta do combustível evita inflação maior
O Estado de S.Paulo - Carla Araújo


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou há pouco que, “no momento”, a elevação do PIS/Cofins anunciado pelo governo nesta quinta-feira é suficiente e que “em última análise” todas as medidas econômicas são para beneficiar o consumidor. “Certamente (o aumento pesa no bolso do consumidor), mas, por outro lado, pesa no bolso do cidadão quando o juro é mais caro, quando em função do déficit publico a inflação é maior”, disse. “Tudo que nós fazemos, em última analise é para beneficiar o bolso do cidadão.” 
Meirelles destacou que além da alta de tributo o governo anunciou um corte adicional de gastos. “Não é so aumentar impostos, os gastos públicos estavam muito comprimidos e se cortou ainda mais”. Ao ser questionado se haverá novos aumentos de imposto respondeu:  “No momento é suficiente.”  Segundo o ministro, o momento para aumentar o tributo era o ideal porque “a inflação está reagindo muito bem, caindo bastante” e a medida não deve prejudicar a retomada do crescimento. “A nossa expectativa é que isso vai consolidar a trajetória do crescimento, exatamente porque vai manter o nível de confiança, manter o nível de confiança no ajuste fiscal, nível de confiança na economia”, afirmou. 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Decisão de Moro é para alimentar o “ antilulismo militante ”


247 - O cientista político Luis Felipe Miguel criticou nesta quarta-feira, 19, a decisão do juiz federal Sérgio Moro que determinou o confisco de mais de R$ 600 mil e de imóveis do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (leia mais). 

"A decisão de Moro de confiscar os bens de Lula não é uma maldade gratuita, uma vendetta emocional, um arroubo. É feita de caso pensado, para alimentar o antilulismo militante - 'Viram só? Ele teve os bens confiscados' - e reforçar o efeito de autoridade que uma condenação na justiça, por mais absurda que seja, ainda tem", disse Miguel em sua página no Facebook.

Segundo Luis Miguel, mesmo o valor exorbitante do confisco de valores monetários é deliberado. "Se apenas 6% dos 10 milhões anunciados por Moro estavam nas contas de Lula, isso funciona, no raciocínio tortuoso que é próprio do lavajatismo, como mais uma prova: a prova de que o resto está escondido", afirmou.

Doria é expulso e chamado de assassino ao tentar entregar cobertores



247-O prefeito João Doria se fantasiou de funcionário da Defesa Civil e foi distribuir esta noite cobertores para moradores de rua, no bairro de Santa Cecília, em São Paulo, depois da denúncia de que funcionários da prefeitura jogavam água para acordá-los. Resultado: pessoas o expulsaram. Alguns seguravam cartazes com a palavra “Assassino”

Como Temer dribla flechas de Janot, Globo e Maia




Andrei Meireles - Blog Os Divergentes
Como presidente da República, Michel Temer usa e até abusa de seus amplos poderes para tentar se manter no cargo até o final do mandato. Até aqui vem dando certo. O caminho, porém, continua minado.
A expectativa no entorno de Temer é de novas flechadas a serem arremessadas por Rodrigo Janot. Na avaliação deles, mais do que as denúncias em si, o potencial de destruição delas depende do arco que a Globo vai usar para definir a trajetória das flechas.
Ali não se consegue decifrar a Globo. Pipocam teorias conspiratórias. O mundinho da política acha normal conversas como a de Temer com Joesley Batista, o rei do gado, no porão do Palácio Jaburu. O que eles consideram anormal é o destaque delas nos noticiários da Globo.
A cozinha de Temer avalia, também, que Rodrigo Maia é o mais perigoso dos aliados. No diagnóstico deles, a Globo é a mosca azul que picou Rodrigo.
É aí que mora o perigo.
Diante de tal força, além de buscar apoio do empresariado paulista, o vale tudo no uso e abuso da caneta presidencial é interpretado como legítima defesa.
Não há mais pudor. Temer se sente à vontade até para se imiscuir em cafés da manhã, almoços e jantares alheios.
A intenção é imobilizar Rodrigo Maia. Ele também tem uma poderosa caneta. Além de conduzir o processo de votação sobre o pedido do Ministério Público para processar Temer por corrupção passiva, Rodrigo pode arquivar ou dar sequência aos pedidos de impeachment que se acumulam em sua mesa.
Nessa terça-feira (18), Michel Temer começou o dia tentando melar o namoro de deputados dissidentes do PSB com o DEM, patrocinado por Rodrigo Maia. Pode até ter tido algum sucesso, mas pegou mal.
Depois de um longo dia, Temer teve que ir a um jantar na residência oficial de Rodrigo Maia para conter o estrago.
Como ninguém o esperava na entrada, ritual obrigatório para todos os anfitriões de presidentes da República, quase teve que bater na porta para avisar que havia chegado.
Menos mal que o anfitrião Maia o levou à porta depois do jantar. Bombeiros disseram que estava tudo bem. Fingir é uma das habilidades dos políticos.
A conferir.

Cunha tentará fechar delação nesta semana

Cunha faz nova reunião com a PGR nesta semana para tentar fechar sua delação premiada
Folha de S. Paulo

Por Painel

Advogados do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fazem nesta semana uma nova rodada de negociações com a Procuradoria-Geral da República na tentativa de selar um acordo de delação para o peemedebista. Os investigadores têm jogado duro com Cunha. Na última reunião, disseram que o material era insuficiente e nem sequer ficaram com os anexos. Preso, ele reorganizou o arsenal, que tem foco no presidente Michel Temer e seus principais aliados no Planalto, para dar novo tiro.
 
A pedra no caminho de Eduardo Cunha tem nome e sobrenome: Lúcio Funaro. Logo no início das conversas a PGR avisou que só fecharia um acordo: ou o do peemedebista ou o de seu operador. Os procuradores têm alardeado que Funaro conseguiu juntar mais elementos contra Temer.
 
A expectativa é que a delação de Funaro seja homologada logo após o Supremo voltar do recesso do Judiciário, em agosto. As revelações do doleiro teriam potencial para desarranjar o apoio político a Temer no Congresso

Presidente nomeia ficha suja para Dataprev


Blog Diário do Poder


O presidente Michel Temer nomeou diretor da Dataprev (estatal de tecnologia da Previdência) um condenado por improbidade e impedido de ocupar cargo público. Júlio César de Araújo Nogueira foi condenado em dezembro pelo juiz Francisco Ribeiro, da 8ª vara federal de Brasília, por supostas malfeitorias no Ministério da Agricultura, e a sanções civis (devolver dinheiro) e políticas (não pode se candidatar). Para o Palácio do Planalto não há impedimento já que cabe recurso da sentença. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Júlio César de Araújo Nogueira tem costas quentes: mesmo condenado (e à revelia), até ontem era secretário-executivo adjunto da Casa Civil.

Júlio César Nogueira foi condenado por improbidade e a devolver R$3 milhões aos cofres públicos, em valores de 2012.
O salário de Júlio Cesar na Casa Civil era R$36,5 mil, além de R$11,2 mil em jetons do Finame e do Ceitec, centro de tecnologia do governo.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Governador lança a Adutora de Serro Azul

O primeiro passo para concretizar a estratégia de levar água da Mata Sul para o Agreste foi dado pelo governador Paulo Câmara. Em despacho com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, hoje, Câmara autorizou a convocação da audiência pública para a apresentação à sociedade do projeto da Adutora de Serro Azul, uma obra estruturadora que irá garantir mais água para dez cidades do Agreste. O convite para a audiência será publicado, amanhã, no Diário Oficial do Estado e jornal de grande circulação. O evento será uma oportunidade para a Compesa explicar e tirar dúvidas da população e construtoras interessadas sobre a obra. A reunião pública será no dia 04 de agosto, às 10h, na Escola Técnica Maria José Vasconcelos, Loteamento Santo Amaro II, na cidade de Bezerros.
"Estamos cumprindo mais uma etapa dessa importante obra que o nosso governo concluiu. E fazemos isso de maneira democrática, ouvindo e debatendo com a população. Serro Azul, além de proteger a população da Mata nos períodos chuvosos, vai abastecer a população do Agreste. É uma obra que vai mudar para melhor a vida das pessoas. E esse é o nosso compromisso", explicou o governador Paulo Câmara.
A realização da audiência pública está prevista na Lei de Licitação 8.666/93, como etapa inicial do processo licitatório para obras com valores superiores a R$ 150 milhões. A Adutora de Serro Azul será construída a partir da Barragem de Serro Azul, em Palmares, e terá 68 quilômetros de extensão, garantindo uma vazão de 500 litros de água, por segundo. O empreendimento receberá investimentos de R$ 200 milhões, recursos do Governo do Estado e Compesa, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID.
Com a obra autorizada hoje, a Barragem de Serro Azul, além de proteger as pessoas das enchentes, cumprirá uma segunda função, que é garantir água para 800 mil pessoas. Serão beneficiadas as cidades de Bezerros, Gravatá, Caruaru, São Caetano, Belo Jardim, Sanharó, Tacaimbó, São Bento do Una, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe. As obras devem ser concluídas até março de 2019.  Além dos 68 quilômetros da adutora, o projeto prevê quatro estações de bombeamento e um reservatório com capacidade de armazenar 4,5 mil metros cúbicos de água.
A Barragem de Serro Azul foi iniciada na gestão Eduardo Campos e finalizada pelo governador Paulo Câmara. No início, tinha a missão de conter as águas do rio Una e assim evitar enchentes em cidades da Mata Sul. Diante da crise hídrica, motivada por sete anos consecutivos de seca, o governador Paulo Câmara decidiu aproveitar a barragem para o abastecimento humano. “O governador venceu o seu primeiro grande desafio, ao concluir a obra a tempo de conter 150 milhões de metros cúbicos de água, evitando que esse volume de água atingisse Palmares e outras cidades. O segundo desafio é levar água para atender a população do Agreste”, avalia o presidente da Compesa, Roberto Tavares.

Lula tira Moro da normalidade processual


Helena Chagas: no blog os Divergentes.
Não é muito comum que, mesmo depois de uma condenação, réu e juiz continuem batendo boca, mas o midiático duelo Lula-Moro, agora travado em recursos da defesa e nas respostas negativas a esses recursos, tem mesmo tudo para ser inusitado. A luta pelos corações e mentes da opinião pública continua, e os dois titãs vão, cada vez mais, se afastando dos papéis tradicionais de réu condenado e de juiz, mantendo-se protagonistas de um embate cada vez mais pesado e político– o que é bom para Lula e ruim para Moro.
Ao rebater ponto por ponto as alegações de incoerência e falta de provas feitas pela defesa, Moro, chamado por Lula de “czar”, poderia ter sido apenas técnico. Mas foi político ao comparar o processo do ex-presidente com o do famigerado Eduardo Cunha, que segundo ele também não era legalmente proprietário das contas achadas no exterior – era apenas usufrutuário, como, insinua o juiz, Lula seria do triplex. A comparação é terrível para qualquer político e pegou na veia. A imprensa adorou, as forças antilulistas vão usar e repetir à exaustão.

Com o tom e o peso de suas respostas nos autos, porém, Sergio Moro mais uma vez leva a briga para o terreno em que quer ficar o ex-presidente. Reforça a narrativa da perseguição política e mantém o espetáculo de pugilismo, animando as torcidas.

O risco de passar do ponto, para Moro – que já não tem a intocabilidade dos primeiros tempos – é dar razão a Lula em recursos às instancias superiores. Se não no TRF4, alguém no STJ ou no STF pode estar ficando com vontade de dar um puxão de orelhas no juiz mais famoso do Brasil. O caso Lula, que atrai todas as atenções, será a oportunidade para isso.

Ninguém se arrisca hoje a prever o destino do ex-presidente, se ficará inelegível ou não, se será preso ou não, se será eleito presidente da República no ano que vem. O fato é que, quanto mais os seus processos e recursos fugirem aos padrões da “normalidade” dos outros réus – inclusive uma suposta pressa do TRF4 em julgar o caso antes do registro de candidaturas para as eleições -, melhor para Lula.

O tira-teima, para o ex-presidente, será nas ruas, com o teste de sua capacidade de mobilizar apoio – que começa com a convocação de amanhã. Do dia da condenação até agora, porém, ele pode ter perdido nos recursos jurídicos contra Moro, mas conseguiu fazer barulho e politizar ainda mais o embate.

Brasil no lodo : O olhar alemão

Por Antonio Salvador, da Humboldt-Universität zu Berlin, em seu Facebook


Dado que a imprensa brasileira não é lá muito confiável, a cobertura internacional merece ser observada. Ela aponta o modo como o Brasil tem sido visto e como será tratado no contexto internacional, num futuro próximo.

Aqui na Alemanha, durante o fim de semana, foram publicadas diversas matérias analisando a condenação do Presidente Lula.

Um dos periódicos mais importantes, a Der Spiegel, publicou uma longa análise com o título “Julgamento contra o ex-Presidente do Brasil: Estado no lodaçal”. A matéria já começa dizendo que, há um ano, Lula teria dito à Spiegel não ter medo de prisão, e enfatiza: “por enquanto, ele não tem mesmo motivo para isso”.

Até o juiz Sérgio Moro é citado. A revista afirma que, “por sensatez, ele se absteve de determinar a prisão”, pois se Lula tivesse sido preso, “a crise nacional se agravaria perigosamente”.

Sobre o juiz Sérgio, ainda conclui a Spiegel que “Moro confirmou com sua sentença o que os críticos reprovam nele há muito tempo: o tratamento jurídico do maior escândalo de corrupção da história do Brasil segue critérios políticos, e não legais”,

Segundo a lógica alemã, a razão é visível: a acusação contra Lula, “ter recebido um apartamento”, parece “uma ninharia em comparação com as acusações contra o atual presidente Michel Temer e seus aliados”. A revista é categórica: “Trata-se de centenas de milhões de dólares desviados para contas secretas na Suíça e dinheiro de extorsão em malas de rodinha.”

Em comparação com os movimentos pró-impeachment, tão contrários à corrupção, a Spiegel acha estranho que não haja milhões de pessoas indo às ruas contra Temer. Afirma com todas as letras: “O principal objetivo das manifestações de um ano atrás, conforme hoje se apresenta, não foi a luta contra a corrupção: aqueles manifestantes queriam derrubar Rousseff e ver Lula atrás das grades. O primeiro objetivo eles alcançaram, o segundo está mais próximo do que nunca. Mas o preço que o país paga por isso é alto.”

Vai adiante: “Se o ex-Presidente for para a prisão, enquanto o odiado Temer e seus aliados conservadores fogem”, muitos brasileiros “perderiam a última fé no Estado de Direito - com consequências imprevisíveis para a estabilidade política”.

Fazendo um balanço da Era Lula e citando seu favoritismo para as eleições de 2018, conclui: “Comparado com o triste quadro do atual governo, seus oito anos brilham ainda mais.”

O triste quadro dispensa comentários, mas um ponto, relativo à imagem internacional do Brasil, chama atenção: “o Brasil já se despediu da política externa, o governo está mais ocupado com a própria sobrevivência política”.

Ainda sobre as próximas gerações, diz a Spiegel: “A mudança geracional nas próximas eleições terá um impacto mínimo. A maioria dos políticos jovens são filhos e filhas da antiga classe dominante – sua família lhes fala mais de perto do que princípios éticos. As forças de inércia são mais fortes que o impulso para a mudança.”

Isto também, segundo a Spiegel, se aplica ao Judiciário. Refere-se expressamente ao Supremo Tribunal Federal: “atua como uma barreira protetora para Temer e seus aliados no Congresso”.

Voltando a Lula, vaticina: “Se ele não poder competir nas próximas eleições, isso atrairá dúvida aos olhos de muitos brasileiros quanto à legitimidade da eleição. A profunda crise sistêmica, que já dura três anos, ofuscaria o mandato do próximo presidente - e, possivelmente, jogaria a democracia no abismo.”

Por fim, mas não por último, salienta: “A solução para o dilema do Brasil deve vir da política. O Judiciário é a instância errada. Como fazer isso, não é claro. Mas uma coisa é certa: o veredicto final sobre Lula virá dos historiadores, não do juiz Moro.”

Pergunta aos concidadãos: os alemães estão compreendendo a coisa toda?

Paulo Câmara comanda reunião de pré-embarque do Programa Ganhe o Mundo


O governador Paulo Câmara comanda, nesta quarta-feira (19.07), a reunião de pré-embarque da edição 2017.2 do Programa Ganhe o Mundo (PGM) e Programa Ganhe o Mundo Esportivo (PGM Esportivo). Na ocasião, 550 estudantes selecionados para o intercâmbio estudantil receberão kits de viagem - como mala, tablet, camisas e jaqueta - e assistirão à palestra sobre cuidados com a saúde, documentação, bagagem, dicas de viagem e comunicação com o Brasil.

A ação tem o objetivo de aprofundar e reforçar as orientações aos intercambistas participantes do PGM, assim como elucidar questões referentes à experiência de intercâmbio e adaptação ao país de destino. As reuniões contam com a participação especial de convidados dos países hospedeiros e representantes dos consulados e embaixadas.

UPAE Garanhuns comemora quarto aniversário com Missa de Ação de Graças



A UPAE Garanhuns, pioneira no estado, está comemorando seu quarto ano desde a inauguração. Para marcar a data, a Fundação Professor Martiniano Fernandes - IMIP Hospitalar - convida para a Missa de Ação de Graças, que será celebrada na quarta-feira (26/07), às 15h, na própria unidade de saúde. É um momento de agradecer a Deus por tantas dádivas e serviços prestados a população de nossa região.
O convite é aberto a todos, instituições parceiras, funcionários, fornecedores e em especial aos usuários e população regional, para que possam estar conosco nesta data tão especial.

Governador sanciona lei que cria as Companhias Independentes de Polícia de Tamandaré e Araripina



Como parte das ações do Plano de Segurança, lançado em abril deste ano, o governador Paulo Câmara sancionará, nesta quarta-feira (19.07), a lei que cria as Companhias Independentes de Polícia Militar dos municípios de Tamandaré, na Mata Sul, e de Araripina, no Sertão do Araripe. Entre os objetivos dos novos equipamentos estão o policiamento ostensivo, prevenindo crimes e aumentando a segurança, combater o crime organizado e dar pronta resposta em caso de incidentes críticos, além de intensificar as parcerias com as Guardas Municipais, empresas e comércio locais.

Quando estiver em funcionamento, a 9ª Companhia Independente da Polícia Militar de Araripina ganhará um reforço de 250 policiais, que atenderão também as cidades de Ipubi e Trindade, totalizando cerca de 150 mil habitantes beneficiados. Já a criação da 10ª Companhia Independente da Polícia Militar de Tamandaré vai otimizar o trabalho da segurança pública nas cidades de Tamandaré, Sirinhaém, Rio Formoso, Barreiros e São José da Coroa Grande. A área abriga cerca de 154 mil pessoas e o efetivo pode chegar a 350 homens - parte deles virá da turma de alunos em treinamento no Curso de Habilitação de Praças.

Planalto instala “misturador de voz” no gabinete de Temer

Blog do Camarotti
O Palácio do Planalto instalou no gabinete do presidente Michel Temer um aparelho conhecido como "misturador de voz", que embaralha o conteúdo de uma conversa gravada por celular ou outro tipo de aparelho eletrônico.
Para o leitor entender: o aparelho emite uma frequência sonora que danifica as vozes gravadas na conversa. Quem tenta ouvir a gravação, percebe somente um chiado e não consegue entender o que foi dito.
Outras unidades do misturador também foram instaladas nos gabinetes dos ministros.
A decisão de instalar o aparelho foi tomada em razão de o presidente ter sido gravado pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, no Palácio do Jaburu (residência oficial da Vice-presidência).
No ano passado, também houve a suspeita de que Temer foi gravado no gabinete pelo então ministro da Cultura, Marcelo Calero. O ex-ministro admitiu somente ter gravado uma conversa telefônica com o presidente.
Quem entra no gabinete presidencial, é obrigado a deixar o celular do lado de fora, justamente para evitar algum tipo de gravação. Mas, diante dos últimos episódios, a segurança foi reforçada.
Em tempo: um parlamentar que usa aparelho auditivo entrou no gabinete de Temer e reclamou muito de um ruído sonoro. O presidente não soube explicar ao aliado a origem do barulho. Só depois Temer foi alertado que o "misturador de voz" provoca interferência também em aparelhos para audição.

Justiça extingue ação e desbloqueia bens de Joesley

A 5ª Vara Federal Cível em São Paulo extinguiu nesta terça-feira a ação popular contra Joesley Batista, um dos donos da JBS, por suposto lucro obtido com a venda de dólares antes da divulgação da gravação de conversa com o presidente Michel Temer.
O juiz federal Tiago Bitencourt De David também determinou desbloqueio dos bens do réu que estavam indisponíveis desde a decisão liminar de 30 de maio.
O magistrado entendeu que situações que surgiram após a liminar o fizeram entender que ação popular não seria a via adequada para pleitear o bloqueio.
Uma delas foi o acordo de leniência que contempla a reparação de danos sofridos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que se tornou público um dia após a concessão da liminar.
"Desse modo, a questão relativa aos danos ao erário sofridos pelo BNDES e outros entes públicos resta resolvida, esvaziando a presente ação em sua maior parte", afirmou o juiz na decisão. (Do Portal Terra)

Fantasma da conspiração ronda Temer e Maia

Para cumprir meta fiscal, governo estuda aumentar imposto sobre gasolina
Blog do Kennedy
Já havia uma negociação antiga de deputados do PSB para ingressar no DEM, mas ela estava em banho-maria. Quando cresceu a possibilidade de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ocupar o Palácio do Planalto, essa negociação voltou a ganhar força.
Temer soube e reagiu. Teve reunião hoje com o mesmo grupo do PSB e sinalizou com a possibilidade de filiação ao PMDB.
Na avaliação de Temer, Maia teria conspirado tentado a virar presidente da República. Na visão de Maia, Temer seria injusto, porque ele estaria dando prova de lealdade.
Marcado por iniciativa presidencial, o jantar desta terça em Brasília entre Temer e Maia é uma forma de tentar apaziguar ânimos e espantar fantasmas de ambas as partes.
Temer estuda a possibilidade de aumentar um tributo que incide sobre o preço da gasolina, como deseja o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A tendência é elevar o imposto.
No entanto, há um complicador político: em agosto, o governo deverá travar batalha na Câmara para evitar que o Supremo Tribunal Federal analise a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente. Seria hora ruim para anunciar mais uma medida impopular.
Sem aumento de impostos, dificilmente o governo cumprirá a meta fiscal deste ano, que já prevê um deficit de R$ 139 bilhões. Se não cumprir a meta, a equipe econômica perderá credibilidade. E isso poderia ser pior para o destino de Temer em meio à atual crise política.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Temer convida deputados do PSB para o PMDB

Folha de São Paulo
O presidente Michel Temer passou a se empenhar pessoalmente no avanço do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre deputados do PSB para engordar a bancada do DEM.
O peemedebista foi à casa da líder do PSB na Câmara, Tereza Cristina (MS), na manhã de hoje, para sondar os movimentos de Maia e para convidar a ala rebelde do partido a ingressar no PMDB.
Desde que a cúpula do PSB decidiu punir os seus parlamentares que votassem contra as reformas trabalhista e da Previdência, metade dos 36 deputados da legenda se rebelou e mantém-se governistas.
É justamente sobre este grupo que Maia tem avançado. Como a Folha mostrou no sábado (15), o presidente da Câmara articula a migração de deputados para turbinar seu partido. A meta é chegar a 50 deputados e tomar o lugar do PSDB como a terceira maior bancada da Câmara.
De acordo com Tereza Cristina, Temer conversou na segunda-feira (17) com o deputado Danilo Forte (CE) e com o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PE), dois do grupo de insatisfeitos com o PSB e agendou a visita à casa dela nesta manhã.
O encontro, que começou por volta das 9h, durou cerca de uma hora. A visita à líder do PSB foi mais uma agenda secreta de Temer, pois não constava no registro oficial das atividades do presidente para esta terça.
"Estamos sendo assediados por alguns partidos. Ele [Temer] falou com a gente sobre a possibilidade do PMDB. [Perguntou] se já tínhamos pensado nisso", disse Tereza Cristina à Folha.
Ela disse que o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), já havia procurado os insatisfeitos do PSB.
Segundo a deputada, Temer fez uma visita de cortesia e quis sondar como andavam as conversas para que o grupo deixasse o PSB.
Ela afirmou que o presidente pediu que os deputados conversassem com suas bases sobre a possibilidade de ingressar no PMDB.
"O presidente reforçou as conversas que já vinham acontecendo. Disse que ficaria muito feliz se pudéssemos ir também [para o PMDB]", afirmou a líder, segundo quem Temer também agradeceu a atuação dos rebeldes em votações como as da reforma trabalhista e da denúncia contra ele na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), na semana passada.

Senado consulta população sobre anistia a Bolsonaro

Do blog de magno martins
O portal 'ecidadania', do Senado Federal, está com três consultas públicas abertas. De forma simples e com poucos cliques qualquer brasileira ou brasileiro pode se cadastrar e opinar sobre temas polêmicos, inclusive usando a conta do Facebook para facilitar o cadastro.
A última consulta publicada é sobre conceder anistia ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no episódio Maria do Rosário (PT-RS). Em 2014, o parlamentar afirmou que "a deputada Maria do Rosário não merecia ser estuprada porque é feia e não faz seu tipo".
A consulta do Senado quer saber se a população concorda em anistiar Bolsonaro pela afirmação. Até às 17h45 de hoje o placar da votação apontava 110.078 votos SIM e 128.264 votos NÃO.
Outras duas consultas estão abertas. Uma sobre a redução de deputados federais e senadores no Congresso Nacional e outra a respeito da descriminalização da maconha para uso próprio.
As consultas do portal ecidadania estão neste link: https://www12.senado.leg.br/ecidadania/principalmateria

Coelho pressiona Temer para tomar PMDB de Jarbas

O senador Fernando Bezerra Coelho e o seu filho, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, aumentaram o nível de pressão na cúpula nacional do PMDB em Brasília para tomar do deputado Jarbas Vasconcelos, definitivamente, o controle do partido em Pernambuco. Dissidente do núcleo governista e já na defesa aberta pela investigação do presidente Temer, no processo que tramita na Câmara dos Deputados, Jarbas está na lista dos que podem ser expulsos do PMDB.
Diante da real ameaça, Fernando pai e filho já estiveram propondo a transferência da tutela do PMDB de Jarbas para o grupo, num primeiro encontro com o presidente da legenda, senador Romero Jucá (RR), e nos últimos dias com o presidente Michel Temer. Dissidentes no PSB, partido que orientou a bancada a votar também pela autorização da investigação, senador e ministro engordaram o olho pelo PMDB porque, além de ser o maior partido do País, criaria em Pernambuco um novo ambiente para a legenda prosperar com vistas às eleições de 2018.
Como a permanência no PSB, para o grupo, não interessa mais, devido aos conflitos de interesses, a grande jogada agora seria arrebatar o PMDB das mãos de Jarbas, um histórico na legenda, mas que vem, ao longo dos anos, em posições divergentes com a cúpula nacional. Temer já tratou do assunto com Romero Jucá e ambos, certamente, devem sofrer mais pressões neste intervalo de tempo em que é aguardada a votação da investigação de Temer pelo plenário da Câmara.

Temer tenta dissuadir deputados de migrar para DEM

Blog da Andréia Sadi
O presidente Michel Temer montou uma operação nos bastidores para evitar a migração de cerca de 10 deputados do PSB para o DEM, partido de Rodrigo Maia, presidente da Câmara.
Ontem, Temer pediu ao deputado Danilo Fortes (PSB-CE), com quem se reuniu, para agendar um encontro pessoalmente com a líder do PSB na Câmara, Teresa Cristina.
O encontro está agendado para a manhã de hoje na casa da deputada. O objetivo de Temer, em meio à instabilidade de seu governo, é evitar que Maia se fortaleça com o aumento da bancada do DEM.
Se o grupo de deputados descontentes do PSB sair da legenda, o DEM pode se tornar a quinta maior bancada da Câmara – atrás apenas de PMDB, PT, PP e PSDB. Hoje, a bancada tem 29 parlamentares e pode chegar a 40.
Um ministro de Temer afirma que o presidente gostaria que a migração dos deputados fosse para o PMDB, seu partido, e para isso pretende inclusive conversar com o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho, da ala insatisfeita do PSB, que deve participar do encontro desta terça na casa de Teresa Cristina.
Formalmente, no entanto, Temer nega esse movimento. A alegação é que está conversando com os parlamentares em busca de votos contra a denúncia na Câmara

Dois tucanos não se beijam

Rudolfo Lago – Blog Os Divergentes
“João Dória é um prefeito desfocado. A cidade está piorando, os buracos aumentando, os faróis estão quebrados, o capim aumentando e ele desconhece isso. Esse cara está delirando. Precisa focar na prefeitura e mostrar resultado”. O autor da frase acima é: a) O ex-prefeito de São Paulo, do PT, Fernando Haddad; b) O ex-presidente Lula, do PT; c) Celso Russomano, eterno candidato a prefeito de São Paulo; d) Não sei, mas certamente foi dita por alguém de algum partido adversário do PSDB de João Dória; e) Nenhuma das respostas anteriores.
Marque a letra “e” para a resposta certa. Por incrível que pareça, a frase acima não foi dita por um adversário do PSDB. Foi dita por um filiado do PSDB. Um filiado do PSDB de São Paulo. Da mesma cidade que é administrada por João Dória. Ou seja: a frase é de alguém que, supostamente, é aliado de João Dória. A frase é do ex-senador José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela, que é nada mais nada menos que o centro de estudos e de formação política do PSDB, diretamente ligado à direção nacional do partido. Está publicada na edição de hoje do jornal O Estado de S.Paulo.
Eis aí acima o exemplo acabado dos dilemas tucanos. Que, por serem tucanos, parecem virar  mais dilemas ainda, dada a fama que eles têm de sofrer mais que quaisquer outros para tomar suas decisões.
Na sua maior parte, não pode haver dúvida que as vitórias petistas nas eleições presidenciais se deram pela percepção do eleitor de que o partido de Lula e Dilma apresentava no momento as melhores propostas. Mas não se pode desconsiderar a parcela de responsabilidade que teve o próprio PSDB nessas derrotas por não conseguir se unir inteiramente em nenhuma dessas eleições em torno dos candidatos que lançou.
Em 2002, quando José Serra foi o candidato contra Lula, nem Aécio Neves nem Tasso Jereissati se moveram muito para ajudá-lo. Aécio por já almejar sua candidatura no futuro, Tasso dando um apoio informal a Ciro Gomes (então candidato pelo PPS) no Ceará. Em 2006, Geraldo Alckmin atropelou as pretensões de Serra e de Aécio e também concorreu sem contar com um grande entusiasmo dos outros dois. Serra voltou a ser candidato com 2010 outra vez sem contar com muita ajuda de Aécio. E Aécio disputou com Dilma em 2014 sem ter grande adesão de Serra a seu favor.
Agora, João Dória vende a sua eleição em São Paulo como a vitória de um novo jeito de fazer política. Um inusitado jeito, digamos, “apolítico” de fazer política. Que iria de encontro ao jeito tradicional, que teria produzido a usina de escândalos que estamos vivendo. E é aí que a coisa pega. Porque um dos representantes desse jeito “tradicional” de fazer política, um dos nomes que aparece bem enrolado nas últimas denúncias é o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, de quem José Aníbal é aliado.
Enfim, Dória quer se apresentar como o novo. Avalia que, com esse discurso, tem condição de se cacifar como alternativa nas eleições presidenciais do ano que vem. Mas, para isso, ele precisa aprofundar a desconfiança do eleitorado com relação ao tradicional, ao “velho”. Por isso, ele vem cobrando a saída imediata de Aécio da presidência do partido. Já a ala ligada a Aécio quer dar a ele a chance de uma “saída honrosa”.
“Saída honrosa” é fazer pacto com o velho. E quem quer se vender como novo não pode fazer pacto com o velho. Ou seja: a essa altura Dória, para se viabilizar como candidato à Presidência, precisa internamente ser adversário de Aécio. E Aécio ainda tem liderança no PSDB.
Ainda há Geraldo Alckmin na briga por ser também candidato em 2018. Detonados nas suas pretensões, Aécio e Serra hoje parecem fora do páreo. Na disputa interna, vai o PSDB de novo criando ele mesmo suas próprias dificuldades de se viabilizar eleitoralmente. Diz o ditado que dois bicudos não se beijam. Tucanos são bicudos…

Temer não barrar denúncia logo em agosto é arriscado

Governistas falam em engavetar acusação, mas poderia ser tiro no pé
Blog do Kennedy
É muito arriscado para o presidente Michel Temer adiar a votação e deixar engavetado, mas aberto, um tema tão delicado. Por isso, o governo deve mobilizar sua tropa para tentar barrar em 2 de agosto na Câmara a autorização para que o Supremo Tribunal Federal analise a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente da República.
Para Temer, seria péssimo não ter derrubado a autorização para o Supremo analisar a primeira denúncia de Janot e surgir uma segunda acusação para a Câmara analisar.
Hoje, a tendência seria uma vitória do governo. Mas um fato novo, como uma delação do doleiro Lúcio Funaro ou do ex-presidente da Câmara, pode trazer complicações.
Para sobreviver politicamente, Temer decidiu contar com uma base menor, formada por partidos conservadores do chamado Centrão. Assim, imagina ter assegurados 220 aliados fiéis para enfrentar as acusações de Janot.
Integrantes desses partidos demandam mais espaço no governo justamente em cima de cargos hoje em poder de tucanos. Como o PSDB está cada vez mais distante de Temer e liberou os deputados a votar como quiserem em relação à denúncia de Janot, o presidente pode acionar a guilhotina e demitir ministros tucanos.

Estrela de Doria perde altura, Alckmin sobe



Helena Chagas – Blog Os Divergentes
Não se pode dizer ainda que o prestígio do prefeito João Dória esteja em queda livre, mas sua estrela política vem perdendo altura, sobretudo em função dos próprios erros. O açodamento do prefeito, as críticas sem qualquer sutileza atingindo os companheiros do PSDB e a falta de noção sobre a hora de falar e hora de calar fizeram o pêndulo da candidatura presidencial tucana em 2018 pender claramente para Geraldo Alckmin.
O governador de São Paulo só não será o candidato do PSDB se houver forte acidente de percurso, como, por exemplo, um fato novo que o vincule irremediavelmente à Lava Jato – o que, reconheça-se, ainda não ocorreu. Alckmin joga no seu estilo, devagar e sempre, comendo o mingau pelas beiradas, sem abrir confrontos diretos ou dar passos arriscados. Como padrinho de Doria, conhece melhor o afilhado do que qualquer um – e sabe que o apressado (e desastrado) come cru. Não está mais tão preocupado com a investida presidencial do prefeito, dizem interlocutores, já que nem nas pesquisas a vantagem de João Doria sobre ele é significativa.
Mas o principal problema do prefeito é a falta de medidas que o leva a ser alvo dentro do próprio ninho. Comprou briga com até com o patriarca Fernando Henrique Cardoso, e foi só nos últimos dias foi chamado de papagaio por Alberto Goldmann e de prefeito desfocado por José Aníbal. Peitou Aécio Neves ao defender publicamente sua saída do comando do partido – que é uma obviedade, mas para ser acertada entre quatro paredes, e não em reuniões para jogar para a plateia.
No resumo da ópera, vai ficar difícil para Dória desbancar Alckmin dentro do PSDB e disputar com Jair Bolsonaro o eleitorado centro-direita do país. Além da necessidade de se dedicar mais a questões concretas da prefeitura, ele mostra que ainda vai ter que tomar muito Nescau para desbancar os políticos profissionais em seu próprio partido.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Alta no emprego? Quem quiser se enganar, que se engane

Fernando Brito, do Tijolaço
Os números oficiais do Cadastro de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho são para colocar pulga atrás de qualquer orelha.
O emprego cresceu pelo terceiro mês seguido!
Onde?
Pode olhar os dados na planilha oficial e você verá que o crescimento se dá pela agricultura.
96 mil empregos a mais, de fevereiro para junho!
Isso representa um crescimento de mais de 6% na força de trabalho em apenas 4 meses, e na “roça”!
É o caso de saber se estão pegando trabalhador a laço e se os caminhões bóias-frias lotam as estradas do interior. porque a agricultura emprega, em todo o país, apenas 1,65 milhão de pessoas.
Como não estão, o nome disso é safra, em bom português.
Os serviços, que empregam dez vezes mais, quase 17 milhões de pessoas,   tiveram uma modesta elevação de 2.300 vagas no mesmo período. Ou seja, nada.
No comércio, que dá trabalho formal a quase 9 milhões de brasileiros, em tempo igual, perderam-se quase 43 mil empregos!
Na indústria, que emprega um pouco menos que o comércio (somando a extrativa e a de transformação) assina perto de 7,5 milhões de carteiras e que foi “melhorzinho” este ano , só criou 6,5 mil vagas de fevereiro a junho, 0,1%!
Com um esforço cívico para acreditar nos números do Caged e uma boa vontade de Irmã Paula para interpretar os dados, só um energúmeno pode dizer que isso indica uma recuperação do emprego que está sendo medido – lá vai minha boa-vontade – com base em um setor que emprega apenas 4,17% da força de trabalho nacional e está sujeito muito mais a fatores sazonais que a qualquer outra coisa.
O Governo Temer, que em tudo vai se tornando igual ao de Sarney, bem que poderia adotar o bordão do bigodudo: “isso tem que dar certo!”
Mas pode anotar aí que o “jênios” da economia, amanhã, nos jornais, vão aparecer comemorando a “retomada” do emprego, até que cheguem os números do IBGE para repor ordem na farra e mostrar que, na melhor das hipóteses, o bicho continua feio igual.
E não é adivinhação, não, é só olhar os números e ver que reação não há na criação de postos de trabalho.